UOL - O melhor conteúdo
  Menininha


 

    05/03/2006 a 11/03/2006
  05/02/2006 a 11/02/2006
  04/09/2005 a 10/09/2005
  17/07/2005 a 23/07/2005
  10/07/2005 a 16/07/2005
  26/06/2005 a 02/07/2005
  19/06/2005 a 25/06/2005
  12/06/2005 a 18/06/2005
  05/06/2005 a 11/06/2005
  29/05/2005 a 04/06/2005
  22/05/2005 a 28/05/2005
  15/05/2005 a 21/05/2005
  08/05/2005 a 14/05/2005
  01/05/2005 a 07/05/2005
  24/04/2005 a 30/04/2005
  17/04/2005 a 23/04/2005


 

   

   


 
 
Olhares...



poesia e sensibilidade...algo muito importante para mim.....

Aninha e suas pedras

 

(trecho do livro Vintém de cobre-Meias confissões de Aninha de Cora Coralina)

 

Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

E construindo novos poemas.

 

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doce.

                                                  Recomeça.

 

Faz de tua vida mesquinha

um poema.

E viveras no coração dos jovens

E na memória das gerações que hão de vir.

 

Esta fome e para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas.

e não entraves seu uso

aos que tem sede.

 

 



Escrito por Sile às 09h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




Paciência.....

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara(Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)



Escrito por Sile às 10h06
[   ] [ envie esta mensagem ]




Hoje vou colocar a letra de uma música que muito se aproxima de mim e de quem sou...

O Teatro Dos Vampiros

Legião Urbana

Composição: Desconhecido

Sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto e destes dias tão estranhos fica poeira se escondendo pelos cantos.
Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê aonde chegamos: Os assassinos estão livres, nós não estamos.
Vamos sair, mas, não temos mais dinheiro. Os meus amigos todos estão procurando emprego.
Voltamos a viver como a dez anos atrás e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas.
Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir.
Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas e esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar.
Quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom.
E me assustei não sou perfeito.
Eu não esqueço.
A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber.
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito tive medo e não consegui dormir.
Comparamos nossas vidas e mesmo assim, não tenho pena de ninguém.



Escrito por Sile às 06h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




Li esse texto e fiquei arrepiada....

Desculpe-me. Hoje, eu não tenho tempo

Trabalhando arduamente, a ambição de possuir riquezas e o desejo de ter tudo quanto quisesse, me fizeram egoísta. Quantas vezes minha esposa e meus filhos precisaram de mim, mas eu sempre dizia: Desculpe-me. Hoje, eu não tenho tempo.

Passaram-se os anos, meus filhos foram crescendo, mas eu não percebi. Saíram da infância para a adolescência, precisaram de apoio em suas dúvidas juvenis, mas eu nunca compareci a uma reunião da escola, dificilmente viajava com eles. Minha cegueira e ambição não me deixaram perceber isso, só pensava em trabalho e dinheiro. Conquistar tudo era minha meta. Sempre que precisavam de mim, a resposta era sempre a mesma: Desculpe-me. Hoje, eu não tenho tempo.

Chegou o fim do ano, as crianças estavam de férias e minha esposa, alegre, planejava uma viagem familiar. Na última hora, surgiu uma bela proposta comercial. Eu optei por aceitar e minha família viajou sozinha. Deixei-os no aeroporto, todos com lágrimas nos olhos, já sentindo minha ausência. Despediram-se de mim pela última vez. Um acidente aéreo matou toda minha família naquele dia.

Existem coisas inexplicáveis que acontecem em nossas vidas. Só então, paramos para refletir sobre os nossos erros e nossas falhas. Pude entender isso no velório, enquanto o pastor tentava consolar-me. Diante daquela situação, pensei: Quantas vezes Deus me convidou para ir à Sua casa. Quantas oportunidades eu tive para ouvir seus bons conselhos e deixar de lado essa cobiça, mas eu sempre respondia: Desculpe-me. Hoje, eu não tenho tempo.

Agora, carregando com remorso os caixões com minha família, fico pensando: Hoje, infelizmente, tenho de carregar meus filhos e minha esposa para a sepultura. Nunca mais os verei. Sei que, se estivesse mais ao lado deles, poderia ter curtido os primeiros passos das crianças, as primeiras palavras... Minha esposa querida, tão paciente e compreensiva, nunca lhe dei o devido valor, nunca tive tempo de ouvi-la, de saber porque chorava. Nunca tive tempo para eles.

Hoje, fui obrigado a tirar o dia de folga, tive de parar, pela primeira vez, para ouvir a palavra de Deus e para dar o último beijo em minha amada esposa e nos meus filhos. Somente hoje, tive tempo para Deus e para eles.

Crônica de um homem que aprendeu com a dor a ter tempo para as coisas realmente importantes.

 



Escrito por Sile às 01h02
[   ] [ envie esta mensagem ]





[ ver mensagens anteriores ]